As trajetórias que permitiram às sondas gêmeas Voyager da NASA, se aproximarem dos quatro planetas gasosos gigantes e atingir a velocidade necessária para deixar o sistema solar.
Efeito de atração gravitacional: A nave espacial é representada pelo ponto (canto superior direito) que se desloca para a esquerda. O planeta (bola preta) move-se para baixo. O sistema de coordenadas (canto inferior direito) mostra a velocidade da nave; a linha vermelha mais fina mostra a velocidade constante que a nave teria se o efeito não fosse utilizado para a acelerar

Assistência Gravitacional, popularmente conhecida como estilingue gravitacional, é o termo utilizado em Astrodinâmica e Engenharia Aeroespacial para designar a utilização do movimento relativo e a gravidade de um planeta ou outro corpo celeste objetivando a alteração da trajetória e da velocidade de uma espaçonave,[1] o que proporciona economia de combustível, tempo ou recursos financeiros.

A "assistência" é fornecida pelo movimento do corpo gravitacional quando ele "puxa" a espaçonave.[2] A técnica foi proposta já na década de 1930 pelo pioneiro soviético Friedrich Zander[3], e utilizada por sondas interplanetárias desde a Mariner 10 em diante, incluindo as duas sondas do Programa Voyager nas suas passagens por Júpiter e Saturno. Alguns autores consideram a sonda soviética Luna 3, pioneira em imagear o "lado escuro" da Lua, como também a primeira missão a realizar uma assistência gravitacional[3].

A variação máxima de velocidade que um planeta pode proporcionar depende da sua massa e da distância mínima para o terceiro corpo em relação o qual se pretende realizar a manobra. O impulso máximo no caso de Vênus implica uma variação de cerca de 7,2 km/s, para a Terra de 7,9 km/s, para Marte está em 3,6 km/s, Júpiter em 42,6 km/s e para Saturno 25,7 km/s[4][5]. Ainda que a mudança de velocidade dos planetas do sistema solar exterior seja maior, os ganhos mais expressivos em termos de economia de combustível são notados pela alteração na energia orbital, com Vênus sendo o terceiro local onde a manobra é mais expressiva (atrás apenas de Júpiter e Saturno, respectivamente) [5]. Por conta disso, e sua proximidade com a Terra, Vênus é o planeta mais utilizado para esse tipo de manobra. Todas essas relações e vantagens já haviam sido discutidas com maestria na década de 1930 por Friedrich Zander[3].

Ver também

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Referências

  1. «A Gravity Assist Primer». Consultado em 6 de setembro de 2009. Arquivado do original em 14 de julho de 2009 
  2. http://www2.jpl.nasa.gov/basics/bsf4-1.php Basics of Space Flight, Sec. 1 Ch. 4, NASA Jet Propulsion Laboratory
  3. a b c Negri, Rodolfo Batista; Prado, Antônio Fernando Bertachini de Almeida (2020). «A historical review of the theory of gravity-assists in the pre-spaceflight era». Journal of the Brazilian Society of Mechanical Sciences and Engineering. 42 (8). 406 páginas – via Springer 
  4. Javier Casado (2011). Rumbo al cosmos: los secretos de la astronáutica. [S.l.]: Self publishing 
  5. a b Niehoff, J (1965). «An analysis of gravity assisted trajectories in the ecliptic plane» (PDF). NASA-CR-67163 

Ligações externas

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(SEGET). 22, 23 e 24 de outubro de 2007. Resende, RJ. Kampis, G. (1991) Self-modifying Systems in Biology and Cognitive Science. Pergamon Press. Oxford. Stacey