O BINAC, o Binary Automatic Computer, foi um dos primeiros computadores eletrônicos, desenhado pela Northrop Aircraft Company pela Eckert-Mauchly Computer Corporation, em 1949. Eckert e Mauchly, apesar de terem iniciado o projeto do EDVAC na Universidade da Pensilvânia, optaram por sair e começar a EMCC, a primeira companhia de computadores. O BINAC foi o seu primeiro produto, o primeiro computador de programas armazenados dos Estados Unidos e o primeiro computador digital comercial do mundo.[1] Eckert considerava o BINAC uma espécie de protótipo do UNIVAC I.[2]


Características

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O BINAC era computador binário com bits em série com duas CPUs independentes, cada uma com suas próprias memórias de 512 palavras acústicas de mercúrio com atraso de linha. As CPUs continuamente comparavam os resultados para verificar se havia erros causados por falhas de hardware. Usou-se cerca de 700 válvulas. As memórias eram divididas em 16 canais cada mantendo 32 palavras de 31 bits, com um espaço adicional de 11 bits entre as palavras para permitir atrasos no circuito de comutação. A velocidade do clock era de 4,25 MHz (1 MHz de acordo com uma fonte), que resultou em um tempo de palavra de cerca de 10 microssegundos. O tempo de adição era de 800 microssegundos e o tempo de multiplicação era de 1.200 microsegundos. Os novos programas ou dados tinham que ser inseridos manualmente em base octal usando um teclado de oito teclas. O BINAC foi significativo por ser capaz de executar em alta velocidade aritmética sobre números binários, sem provisões para armazenar caracteres ou dígitos decimais. Era limitado em suas aplicações pois suas funções estavam relacionadas a sistemas de controle de mísseis.[3]

O BINAC endereçava apenas palavras inteiras, ou seja, no seu comprimento total (duas instruções). O BINAC tinha um leitor de fita magnética ligado e um gravador, embora com um arranjo bastante primitivo que requeria controle manual da fita para partida e parada.[4]

Testes Iniciais

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O BINAC rodou um programa de teste (composto por 23 instruções), em março de 1949, embora não tenha sido totalmente funcional naquele momento. Aqui estão os programas de teste iniciais que BINAC rodou:

  • 7 de Fevereiro de 1949 - Rodou um programa de cinco linhas para preencher a memória do registo A.
  • 10 de Fevereiro de 1949 - Rodou um programa de cinco linhas para checar a memória.
  • 16 de Fevereiro de 1949 - Rodou um programa de cinco linhas para preencher a memória.
  • 7 de março de 1949 - Rodou 217 iterações de um programa de 23 linhas para computar quadrados. Ele ainda estava funcionando corretamente quando parou.
  • 4 de Abril de 1949 - Rodou um programa de de cinqüenta linhas para encher a memória e verificar todas as instruções. Ele rodou por 2,5 horas antes de encontrar um erro. Logo depois ele rodou por 31,5 horas sem erro.

Linguagem Short Code

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Uma das primeiras linguagens de programação implementadas foi a Short Code, sugerida originalmente por John W. Mauchly em 1949.[5] William F. Schmitt codificou-a para o BINAC nesta época.[2]

A Northrop

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A Northrop pegou o BINAC em setembro de 1949. Os empregados Northrop disseram que o BINAC nunca funcionou corretamente depois que foi entregue, embora tenha funcionado na oficina Eckert-Mauchly. Era capaz de rodar alguns pequenos problemas, mas não funcionou bem o suficiente para ser usado como uma máquina de produção. A Northrop atribuiu as falhas a não ter sido devidamente embalado para o transporte quando a Northrop o pegou; A EMCC disse que os problemas foram devido a erros na remontagem da máquina após a expedição. (Northrop, citando razões de segurança, se recusou a permitir que os técnicos da EMCC chegassem perto da máquina após o envio, ao invés contratou estudantes de engenharia recém-graduados para remontá-lo. A EMCC disse que o fato de que ele trabalhou bem por todo tempo antes era testemunho da qualidade da engenharia da máquina).

Referências

  1. Stern, Nancy (julho 1979). «The BINAC:A case study in the history of technology». Annals of The History of Computing (em inglês). 1 (1). Arlington, VA: American Federation of Information Processing Societies. pp. 9–20. ISSN 1058-6180 
  2. a b Metropolis, N; Howlett, J.; Rota, Gian-Carlo (1980). A History of Computing in the Twentieth Century. New York: Academic Press. pp. 525–540. ISBN 0-12-491650-3 
  3. Ifrah, Georges (2001). The Universal History of Computing. New York: John Wiley & Sons. pp. 293–294. ISBN 0-47139671-0 
  4. Bashe, Charles J.; Johnson, Lyle R.; Palmer, John H.; Pugh, Emerson W. (1986). IBM´s Early Computers. Cambridge: MIT Press. pp. 115;627. ISBN 0-262-02225-7 
  5. Sammet, Jean E. (1969). Programming Languages: History and Fundamentals. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice-Hall. pp. 129–130. ISBN 0-13-729988-5 

Ligações externas

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📚 Artikel Terkait di Wikipedia

Lista de linguagens de programação

net https://ifnotnil.com/about «Computer Languages Timeline» (em inglês)  «History and Evolution of Programming Languages» (em inglês)  Portal das tecnologias

Modelos de linguagem de grande escala

Catal, Cagatay (março de 2025). «Large language models for code completion: A systematic literature review». Computer Standards & Interfaces. 92 (103917)

Anthropic

permite ao Claude acessar informações da internet em tempo real. O Claude Code, assistente de programação da Anthropic, passou da fase de prévia de pesquisa

Speedcoding

Fortran História das Linguagens de Programação Short Code F. E. Allen (Setembro de 1981). «The History of Language Processor Technology in IBM». IBM Journal

Compilador

linguagens de alto nível foram feitas. Entre estes, o desenvolvimento da Short Code (UNIVAC), Speedcoding no IBM 701, o Whirlwind, o BACAIC e o PRINT. A equipe

Word embedding

Distributed Language Model». Curran Associates, Inc. Advances in Neural Information Processing Systems. 21 (NIPS 2008): 1081–1088  «word2vec». Google Code Archive

Rede neural recorrente

Learning – ESANN 2015. Ciaco. pp. 89–94. ISBN 978-2-87587-015-5  «Papers with Code - DeepHS-HDRVideo: Deep High Speed High Dynamic Range Video Reconstruction»

Voyant Tools

(2013). «Exploring Poetry and Identity in a Language Learning Environment». Studies in Linguistics and Language Teaching. 24: 31–45  De Caro, W.; Mitello